Anouk explora a visualidade da palavra e a narratividade da imagem, fazendo com que procedimentos de uma linguagem atravessem a outra sem hierarquia. Na série História Errada, elogio do engano, o texto surge como elemento extradiegético, instaurando fricções com a imagem. Em Infiltração, obra em andamento, as palavras integram o mundo representado, inscritas na superfície dos objetos e incorporadas à cena. Em Big Clash: o museu da última novidade, o texto desloca-se para o regime da propaganda, operando como dispositivo de captura que incide sobre a experiência do espectador. Nesses casos, tornam-se imagem sem abdicar de sua condição textual. Lidos e vistos simultaneamente, os textos impõem regimes distintos de atenção.





